“ Quando o coração manda contra a vontade da razão, quem nunca enfrentou este dilema?

Penso que grande parte de nós já sentiu no corpo o conflito da razão contra o coração, quando a razão quer esquecer, mas o coração quer amar...a razão sabe que não pode reaver o que já não lhe pertence, mas o coração quer continuar a ter aquilo que um dia teve, a razão quer partir para uma nova etapa, mas o coração quer ter o amor e carinho que sempre lhe pertenceu, a razão sabe que o que foi não volta a ser, mas o coração também sabe que querer muito é poder...a razão tem as suas razões para esquecer, mas o coração tem razões que a própria razão desconhece...e quem sofre somos nós, sofremos porque queremos andar para a frente, porque parar é morrer, sofremos porque queremos o amor de quem nos amou, e sofremos porque queremos amar quem nos pode amar...e sofremos, sofremos...e sofremos tanto com os conflitos da razão contra o coração que por vezes o amor ultrapassa a linha ténue que divide o mais grandioso amor, do mais profundo ódio, e muitas vezes confundimos o que sentimos, e sentimos aquilo que não queremos sentir, mas não sentimos aquilo que queremos sentir...porque tudo não pode ser mais simples? porque não pode ser tudo menos doloroso? talvez porque apenas damos valor aquilo que conquistamos com sofrimento, e se tudo fosse simples, não teria valor...mas entretanto vamos sofrendo, mesmo que queiramos ser fortes, mas por vezes a força esvai-se na saudade...e então quando falamos com quem o coração quer amar e a razão quer esquecer, sentimos a "luta" cá dentro, a razão quer tratar mal, fazer tudo para partir, chega a ser muito má, e a dizer coisas que não deviam ser ditas, mas o coração? o coração preocupa-se e quer saber como tudo está, pois o coração mantém a fé no amor, ao passo que a razão tão pouco acredita já nesse amor, e então como ficamos? não ficamos, sofremos, sofrimento capaz de deitar abaixo o mais forte dos muros...entretanto os dias vão passando, o sofrimento, uns dias maior, outros dias menor...mas quando a noite vêm, volta a aparecer...e os dias passam, as lutas continuam, aumentam por vezes, as discussões sucedem quando o que se quer dizer é exactamente o oposto...depois paramos, pensamos, e percebemos que é melhor manter uma amizade com boas recordações, do que manter as recordações regadas com ódio...mas depois o coração vem e lembra que só recordações não bastam, e quer viver, não apenas recordar, e a razão, quer recordar, mas renascer noutra história...mas o coração tem medo, e as batalhas continuam, será que nunca mais têm fim? dizem que o tempo cura tudo, mas quem tem de as curar somos nós “